Safra vê Magalu e Casas Bahia no sufoco, mas aposta em disparada do Mercado Livre
Diferente do varejo brasileiro, o Safra manteve a recomendação de compra para o Mercado Livre, com um potencial de alta de 24%.
🛍 A Natura (NTCO3) e o Mercado Livre (MELI34) anunciaram nesta semana uma parceria estratégica para vendas online. A empresa de cosméticos passa a ter uma loja dentro deste que é um dos e-commerce mais acessados do país.
A decisão da Natura vai na contramão de muitas fabricantes que decidiram por abrir seu próprio canal de vendas. A companhia até tem sua página, mas optou também em aproveitar o alcance do Mercado Livre, que tem expertise no assunto.
O Itaú BBA já deu seu parecer sobre a parceria: “é um ganha-ganha”, destacaram os analistas do banco de investimentos. Na análise deles, a empresa de cosméticos é positiva porque incentiva a diversificação dos canais de venda, considerando que 90% das receitas ainda vêm das consultoras independentes.
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“Hoje, o Boticário (seu principal concorrente) se beneficia de uma presença mais ampla em lojas físicas e uma plataforma de e-commerce forte (Beleza na Web”, pontuaram. “Beleza é um ponto chave de crescimento para o Mercado Livre”, acrescentaram.
Nos últimos meses, o Meli anunciou parcerias importantes no sentido de virar o canal oficial de vendas de grandes empresas. Foi o caso dos contratos com Eudora, L’Oreal e O Boticário.
Depois do anúncio, o BDR do Mercado Livre fechou com um índice positivo de 1%, segundo dados da B3, cotadas bem próximas de R$ 100. Desde o começo do ano, os papeis já avançaram mais de 54%.
Diferente do varejo brasileiro, o Safra manteve a recomendação de compra para o Mercado Livre, com um potencial de alta de 24%.
Apesar da repercussão, especialistas afirmam que a legislação brasileira reduz os efeitos no curto prazo.