Varejistas caem em bloco na B3 com fim da taxa das blusinhas; veja desempenho

Ações de Renner, C&A e Riachuelo caem com receio de avanço de compras internacionais.

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Publicado em 13/05/2026 às 13:35h Publicado em 13/05/2026 às 13:35h por user unknown
C&A é uma das principais varejistas de moda do país, com lojas espalhadas por vários estados (Imagem: Shutterstuck)
C&A é uma das principais varejistas de moda do país, com lojas espalhadas por vários estados (Imagem: Shutterstuck)

A frase “enquanto uns choram, outros vendem lenços”, popularizada pelo publicitário Nizan Guanaes, nunca fez tanto sentido. Ela ganhou aplicação prática nesta quarta-feira (13), quando as ações das principais varejistas de roupas do país passaram a cair em bloco na bolsa de valores.

Os investidores reagem à decisão do governo de encerrar a chamada “taxa das blusinhas”, que estava em vigor há quase dois anos. O Imposto de Importação sobre compras internacionais havia sido criado como uma forma de equilibrar a carga tributária paga pelos produtos produzidos em solo nacional.

Com o fim da regra, as compras feitas no exterior voltam a ficar mais atrativas, o que pode comprometer receitas e, consequentemente, lucros das varejistas que atuam no Brasil. O impacto atinge especialmente as lojas voltadas às classes baixa e média, justamente o público que mais compra em plataformas como Shein, Shopee e Amazon.

Por isso, as companhias negociam seus papéis com os seguintes desempenhos:

Quem também sente o peso da decisão é o Mercado Livre (MELI34), uma das plataformas de comércio eletrônico mais relevantes do Brasil. O marketplace até vende produtos fabricados no exterior, mas sua maior demanda vem justamente dos itens comercializados por lojistas brasileiros.

Neste caso, a companhia viu suas ações caírem cerca de 3%, cotadas na faixa de R$ 62. Os investidores também repercutem o balanço da empresa, divulgado nesta semana, que mostrou recuo de 15% no lucro líquido do primeiro trimestre de 2026.

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Bancos avaliam

Diversos bancos de investimentos já divulgaram análises sobre o fim da taxa das blusinhas e apresentam visões diferentes sobre a medida. O JPMorgan Chase, por exemplo, lembra que apenas o imposto federal foi retirado, enquanto as plataformas continuam sujeitas ao ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), cobrado pelos estados e que pode chegar a 20% em algumas regiões.

Já o Goldman Sachs avalia que as varejistas nacionais já vinham trabalhando para reduzir as desvantagens competitivas em relação aos concorrentes estrangeiros. Por isso, os analistas entendem que a pressão provocada pelo fim do Imposto de Importação tende a ser limitada.

“Portanto, embora acreditemos que as ações possam ter um desempenho inferior na próxima sessão de negociação em função das notícias, consideramos que a maior parte do risco de queda já estava precificada”, avaliou o banco.