Tesouro Reserva: Fizemos as contas e veja se supera Tesouro Selic ou CDB de liquidez diária
A principal vantagem do Tesouro Reserva é o seu vencimento em 10 anos, além de funcionar praticamente 24h por dia.
Um dos balanços mais esperados desta temporada saiu na noite da última quarta-feira (14), mas veio bem abaixo das expectativas do mercado. O Banco do Brasil (BBAS3) reportou um lucro líquido de R$ 3,4 bilhões entre janeiro e março de 2026, o que representa uma queda de 53% em relação ao mesmo período do ano passado.
Um resultado tímido já era esperado, dado o contexto de pressão de crédito que o banco vem passando, puxado pela inadimplência no agro. No entanto, chamou a atenção do mercado que a estatal não apresentou perspectivas animadoras, tendo inclusive diminuído o seu guidance para as próximas temporadas.
Para 2026, por exemplo, a expectativa de lucro caiu de R$ 26 bilhões para R$ 22 bilhões, conforme destacou o documento. O custo do crédito, por sua vez, foi revisto para cima, passando a ter a faixa superior fixada em R$ 70 bilhões, ante os R$ 58 bilhões anteriores.
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Na análise do Banco Safra, as preocupações agora permeiam outros vetores da instituição financeira. Com o novo guidance, o banco trabalha com um valor abaixo do retorno sobre patrimônio (ROE) de 10%.
“Na prática, o novo guidance reconhece um ambiente mais pressionado, principalmente no crédito, e aproxima a projeção oficial da instituição de estimativas já mais conservadoras. Ainda assim, a avaliação do Safra é que permanece risco de novas revisões negativas, especialmente porque alguns vetores de deterioração parecem ainda em curso”, escreveram os analistas.
A Genial Investimentos também classificou o balanço como fraco, mas dentro do que já era esperado por parte do mercado. Os analistas Eduardo Nishio, Vitor Sousa e Alan Frydman ressaltam que, em apenas três meses, houve deterioração mais intensa e prolongada do custo de crédito.
“Na prática, a revisão reforça que o processo de normalização do ciclo rural deve ser mais lento do que o próprio banco e o mercado antecipavam inicialmente. Diante disso, esperamos uma reação negativa do mercado, principalmente pela piora relevante nas expectativas de rentabilidade e pela elevação das incertezas em torno da recuperação da qualidade dos ativos ao longo de 2026”, aponta.
Na manhã desta quinta, os papéis operam com forte oscilação, tendo, em determinados momentos, alcançado uma queda de 2% no pregão. Por volta das 11h, eram negociados com recuo de 0,5%, na faixa de R$ 20,60, conforme dados da B3.
Mas o que parece ter animado um pouco os investidores foi o pós-balanço, com as falas da gestão da companhia. Na teleconferência de resultados, Geovanne Tobias, vice-presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores do Banco do Brasil, defendeu que os acionistas olhem bem além do lucro.
“Se o investidor olhar só esse número, vai deixar de ver coisas muito relevantes que já refletem a mudança na estratégia do Banco do Brasil para enfrentar esse momento mais conturbado de risco, principalmente na carteira rural”, afirmou, nesta quarta-feira (13).
Ele destacou que o banco apresenta sinais de recuperação, com números operacionais mais positivos que nos balanços anteriores. Tobias ressaltou especialmente a recuperação da margem financeira bruta, que subiu 14% em 12 meses, chegando ao fim de março em R$ 27,4 bilhões.
“Isso demonstra que estamos crescendo o nosso negócio e fazendo mais operações com os clientes. Esse movimento aparece nas receitas de crédito, e a tesouraria também tem se beneficiado do próprio cenário macroeconômico”, pontuou o executivo.
A principal vantagem do Tesouro Reserva é o seu vencimento em 10 anos, além de funcionar praticamente 24h por dia.
Saiba quais são os acionistas da estatal com direito a receber os juros sobre o capital próprio (JCP).
Ações do Banco do Brasil (BBAS3) não deslancharam com divulgação dos resultados do 1T26.
Com uma queda de 53% na base anual, e o guidance revisado para baixo, o espaço para proventos extras desapareceu, segundo o CFO do banco.
Com ROE de 7,3% no período, o Banco do Brasil fica abaixo dos pares, pressionado pela inadimplência no setor agropecuário.
Somados aos R$ 400 milhões já pagos na última segunda-feira (11), o banco distribui R$ 866 milhões em proventos do 1T26.
O banco irá divulgar seus números do 1º trimestre de 2026 nesta quarta-feira (13).
Analistas se debruçam para estimar quanto será o lucro líquido e as taxas dos indicadores fundamentalistas.
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