PicPay (PICS) é processado nos EUA por supostas omissões em prospecto do IPO
Fundo americano questiona informações financeiras divulgadas pela fintech antes da abertura de capital.
Os jovens que acompanham Joesley Batista nas redes sociais talvez nem conheçam o passado do empresário. Outrora preso na operação Lava Jato, o magnata deu uma reviravolta e agora tem duas empresas listadas na bolsa de valores dos Estados Unidos.
Com a listagem do PicPay (PICS) na última semana, Batista sela uma história de sucesso recente. Além dela, ele também é um dos sócios da JBS (JBSS32), que recentemente migrou seus papéis da B3 para a NYSE.
No Instagram e no LinkedIn, ele performa também como influenciador digital, acumulando mais de 200 mil seguidores. Suas publicações se revezam entre conteúdos corporativos, celebrações familiares e fotos com personalidades importantes do mundo dos negócios.
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Batista foi preso diversas vezes entre 2017 e 2019 em investigações que apuravam crimes contra o erário. Ele, inclusive, chegou a ser delator em processos e foi pego gravando o ex-presidente Michel Temer, quando a frase “tem que manter isso aí” ficou conhecida.
Desde então, ele passou por um processo de rebranding, maneira como se apelida a limpeza de imagem. Nos bastidores, ficou bastante tempo em silêncio, com poucas aparições em público.
Ele voltou a surgir no noticiário no ano passado, no contexto da guerra tarifária entre Estados Unidos e Brasil. Segundo a imprensa, ele teria negociado o encontro entre Donald Trump e Lula, que deu o pontapé para a derrubada do tarifaço nas exportações do Brasil.
Nesta semana, quem olhou o perfil dele na internet se deparou com várias publicações sobre a chegada do PicPay à Nasdaq. “Um marco que carrega muito trabalho, coragem e determinação”, escreveu ele, em um vídeo no qual aparece tocando a campainha da bolsa norte-americana.
O PicPay alcançou o principal balcão de ações do mundo com suas ações precificadas em US$ 19, no topo da faixa indicativa. Com isso, a companhia levantou cerca de US$ 500 milhões e acabou com um jejum de quase quatro anos sem IPOs de empresas brasileiras.
O fato é que nem Joesley nem seu irmão Wesley devem mais nada à Justiça, já que cumpriram as penas ou tiveram os processos arquivados. Agora, o objetivo tem sido aumentar ainda mais o patrimônio da família e, por isso, estão de olho na Venezuela, que recentemente sofreu intervenção dos Estados Unidos.
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A fintech dos irmãos Batista captou US$ 500 milhões, com ações precificadas no topo da faixa indicativa, entre US$ 16 e US$ 19.
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O banco, controlado pela família Batista, estreou na Nasdaq nesta quinta-feira (29).
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