Oi (OIBR3) adia novamente divulgação de balanços; qual é o motivo?

A empresa divulgou a informação na última terça-feira (12).

Publicado em 13/05/2026 às 10:48h Publicado em 13/05/2026 às 10:48h por user unknown
O último balanço divulgado foi o do 2T25 (Imagem: Shutterstock)
O último balanço divulgado foi o do 2T25 (Imagem: Shutterstock)
A Oi (OIBR3) voltou a adiar a divulgação de seus balanços financeiros em meio aos desdobramentos do processo de recuperação judicial e às negociações envolvendo a venda de ativos da companhia. 
Em fato relevante divulgado, a empresa informou que ainda não concluiu os trabalhos necessários para a publicação das Informações Trimestrais referentes ao terceiro trimestre de 2025 e das Demonstrações Financeiras Padronizadas do exercício encerrado em dezembro de 2025.
Com isso, a tele também adiou a divulgação das informações financeiras do primeiro trimestre de 2026, incluindo dados como receita líquida, Ebitda e lucro ou prejuízo do período, que seguem sem previsão de publicação. 
Segundo a companhia, o atraso ocorre por conta dos “impactos relevantes nas demonstrações financeiras” relacionados ao processo de recuperação judicial e ao estágio atual dos processos competitivos para alienação de ativos já anunciados.

O último trimestre divulgado pela Oi

O último balanço divulgado pela Oi foi referente ao segundo trimestre de 2025, período em que a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 835 milhões. Segundo a empresa, o resultado foi impactado principalmente pela redução do faturamento após a venda das operações de banda larga e TV por assinatura, além do peso das despesas financeiras ligadas à dívida.
Entre abril e junho de 2025, a receita líquida somou R$ 714 milhões, queda de 66,7% na comparação anual. Já o Ebitda, indicador que mede o desempenho operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ficou negativo em R$ 91 milhões, ampliando em 8,6% a perda operacional frente ao mesmo período do ano anterior.
A retração também apareceu nas receitas de serviços considerados legados, como chamadas de voz, que totalizaram R$ 74 milhões, baixa de 66,5% em relação ao ano anterior, refletindo a menor demanda nesse segmento. Do lado das despesas, a companhia reportou custos e despesas operacionais de R$ 804 milhões no trimestre, uma redução de 63,9%
 

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