Vale (VALE3) descarta investimento em mina dos irmãos Batista
Conselheiros da Vale teriam visitado as minas, em Corumbá, após jantar com os irmãos Batista.
💡 A Vale (VALE3) comunicou ao mercado nesta segunda-feira (31) que fechou um acordo com a Global Infrastructure Partners, mais conhecida como GIP, para estabelecer uma nova empresa em conjunto (joint venture) na Aliança Energia S.A., uma companhia privada que nasce para atuar no mercado brasileiro.
Uma vez concluída a transação, a mineradora receberá aproximadamente US$ 1 bilhão em dinheiro e terá uma participação de 30% na joint venture, enquanto a GIP terá os 70% restantes.
"A transação garante volume estratégico de geração de energia para manter a matriz elétrica da Vale, que é 100% baseada em fontes renováveis no Brasil. Com a transação, a Vale garante custos de energia competitivos, com preços definidos em dólares americanos sem ajuste de inflação", destaca Marcelo Bacci, diretor de relações com investidores da Vale, em comunicado.
☀️ Dessa maneira, a Aliança Energia passará a consolidar os ativos de energia do parque solar Sol do Cerrado e a integralidade do Consórcio Candonga (Usina Hidrelétrica Risoleta Neves), ambos em Minas Gerais, além de outras seis usinas hidrelétricas no mesmo estado e três parques eólicos nos estados do Rio Grande do Norte e do Ceará.
Tais ativos de infraestrutura energética deverão alcançar 2.189 MW em capacidade instalada e 1.003 MW médios de garantia física.
"Estamos entusiasmados em formar esta parceria estratégica com a GIP, permitindo-nos acelerar o plano de descarbonização da Vale de uma forma mais eficiente em termos de capital. Esta plataforma recém-formada nos fornecerá soluções renováveis competitivas à medida que entregamos um futuro com uma pegada de carbono menor", diz Gustavo Pimenta, CEO da Vale.
A mineradora também esclarece que a transação está sujeita às condições precedentes usuais, incluindo a anuência ou a aprovação de órgãos regulatórios competentes.
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A Global Infrastructure Partners (GIP) é uma das maiores gestoras globais de fundos de infraestrutura, com um portfólio de ativos de cerca de US$ 170 bilhões, incluindo diversas joint-ventures com destacados grupos do setor de energia mundial.
No Brasil, por meio da propriedade do grupo latino-americano Atlas Renewable Energy, o GIP controla uma plataforma de geração com aproximadamente 983 MW de capacidade instalada na Bahia, Ceará e Minas Gerais.
🤑 A GIP segue uma rigorosa abordagem ESG e, desde 2024, é controlada pela Blackrock (BLAK34), um dos maiores investidores institucionais do mundo, com mais de US$ 11,6 trilhões de ativos sob gestão.
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