2025 é o ano do ouro caro e do dólar barato; saiba o pódio dos investimentos
Metal precioso se valoriza quase +30% no ano, ao passo que o dólar tem a maior queda anual desde 2016.
🚨A prévia da inflação brasileira veio em linha com as expectativas em abril. O IPCA-15, divulgado nesta sexta-feira (25) pelo IBGE, registrou alta de 0,43% no mês, desacelerando em relação ao avanço de 0,64% em março.
No acumulado de 12 meses, o índice ficou em 5,49%, também dentro das projeções do mercado.
A leitura confirma o cenário de inflação sob controle, mas ainda pressionada por setores específicos, como alimentação e saúde.
O grupo Alimentação e bebidas puxou o índice para cima, com alta de 1,14% e impacto de 0,25 ponto percentual no resultado geral.
O aumento foi impulsionado principalmente pelo tomate (32,67%), café moído (6,73%) e leite longa vida (2,44%).
A alimentação fora de casa também ficou mais cara: os preços de refeições e lanches subiram 0,77%, acelerando frente ao mês anterior.
Esse comportamento reforça o alerta de que o consumidor ainda sente o peso da inflação na alimentação, mesmo em um cenário de desaceleração do índice geral.
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Outro destaque foi o grupo Saúde e cuidados pessoais, que subiu 0,96%. O reajuste autorizado de até 5,09% nos preços dos medicamentos a partir de 31 de março pesou no bolso do consumidor, refletido na alta de 1,04% dos produtos farmacêuticos.
Itens de higiene pessoal também registraram alta de 1,51%, contribuindo para o impacto no índice de abril.
O grupo Transportes foi o único a registrar queda, com recuo de 0,44%. A principal influência veio da forte queda nas passagens aéreas, que recuaram 14,38%, aliviando o IPCA-15 em 0,11 ponto percentual.
Além disso, houve queda nos preços dos combustíveis, incluindo etanol, gás veicular, óleo diesel e gasolina.
A redução nos preços de transportes ajuda a conter a pressão inflacionária em um momento em que a estabilidade dos preços é fundamental para o Banco Central calibrar sua política monetária.
📈 Entre as regiões pesquisadas, Porto Alegre apresentou a maior variação, com alta de 0,88%, puxada pela disparada no preço do tomate (61,16%) e da gasolina (2,25%).
Na outra ponta, Goiânia registrou deflação de -0,13%, beneficiada pela queda acentuada nos preços do etanol e da gasolina.
Com o IPCA-15 dentro das expectativas, o mercado reforça a percepção de que o processo de desinflação está em andamento, mas ainda enfrenta desafios pontuais, especialmente no setor de alimentos.
Metal precioso se valoriza quase +30% no ano, ao passo que o dólar tem a maior queda anual desde 2016.
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