2025 é o ano do ouro caro e do dólar barato; saiba o pódio dos investimentos
Metal precioso se valoriza quase +30% no ano, ao passo que o dólar tem a maior queda anual desde 2016.
🚨 O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, nesta quarta-feira (18), elevar a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando os juros básicos da economia para 15% ao ano.
A decisão, que veio acima do esperado por parte do mercado, indica um reforço no combate à inflação, em meio a sinais de pressão persistente nos preços e deterioração das expectativas fiscais.
Com o novo ajuste, o Banco Central retoma o aperto monetário, sugerindo um tom mais conservador na condução da política econômica.
Segundo o comunicado oficial, a elevação é compatível com a estratégia de garantir a convergência da inflação para a meta ao longo do horizonte relevante.
O comitê avaliou que os efeitos acumulados do aperto anterior ainda não foram plenamente sentidos e que o momento exige vigilância.
“O Comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em prosseguir no ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, destaca o comunicado.
A decisão surpreendeu parte do mercado. Segundo dados das opções de Copom da B3, 64,75% dos investidores esperavam um novo ajuste, enquanto 34% apostavam em manutenção.
Já o Boletim Focus, divulgado na última segunda-feira (16), indicava expectativa majoritária de estabilidade da Selic em 14,75% até o fim de 2025.
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Desde setembro do ano passado, quando os juros foram elevados de 10,50% para 10,75%, o Copom adotou uma trajetória firme de aperto. A Selic subiu para 11,25% em novembro e terminou 2024 em 12,25%.
Em 2025, o ciclo continuou com altas para 13,25% em janeiro, 14,25% em março e 14,75% em maio.
Com o ajuste desta quarta-feira, o Banco Central indica que poderá pausar o ciclo de altas, mantendo os juros no atual nível por um “período prolongado”, conforme antecipado por diversas instituições financeiras.
📈 A maioria dos analistas entende que a Selic em 15% deve permanecer nesse patamar ao longo de 2025, com possíveis cortes apenas em 2026 — caso haja desaceleração da economia e melhora nas expectativas de inflação.
A manutenção da taxa em nível contracionista por um período prolongado tende a segurar o consumo, pressionar os investimentos e manter as condições financeiras apertadas. Por outro lado, reforça a credibilidade do Banco Central no combate à inflação.
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